Microscopia Virtual



  1. Técnica histológica




  1. Microscopia óptica (de luz)
   Microscópio de luz

microscopio


  1. Lente ocular  (1)
  2. Revólver das objetivas (2)
  3. Objetiva (3)
  4. Parafuso macrométrico (4) para focalização da imagem
  5. Parafuso micrométrico (5) para focalização da imagem
  6. Mesa (onde a lâmina é colocada) (6)
  7. Fonte de luz (7)
  8. Diafragma e condensador (8)
  9. Sistema de parafusos para movimentação em dois eixos da mesa com a lâmina (9)
    A microscopia de luz utiliza a luz para a formação de imagens, em oposição ao microscópio eletrônico que utiliza feixes de elétrons. Uma lâmpada é a fonte de luz, que passa por um diafragma íris (que elimina os raios de luz periféricos), depois passa por um sistema de lentes (condensador), que concentra a luz em uma pequena área e por um filtro azul (que torna a luz amarela em luz branca). A luz então atravessa a lâmina que contem a preparação histológica e alcança a objetiva. Esta é um sistema de lentes que produz uma ampliação inicial. Normalmente as objetivas trazem gravadas no seu corpo uma série de informações, entre elas o número de aumentos que produzem. A objetiva de 100 aumentos é chamada de objetiva de imersão pois há necessidade de usar uma gota de óleo de imersão entre a sua extremidade e a lâmina a ser examinada para que se obtenha o foco. As demais são as objetivas secas pois não necessitam do óleo.

Objetivas

    Depois de formada a imagem inicial esta é projetada na extremidade da lente ocular que a amplia outra vez. Para sabermos o valor do aumento final da imagem basta multiplicarmos o número de aumentos da objetiva, pelo número de aumentos da lente ocular. Habitualmente a ocular aumenta 10 vezes e a maior objetiva seca é de 40 aumentos. Com isso geralmente o maior aumento é de 400 vezes. Com a objetiva de imersão habitualmente temos 1000 aumentos (10 vezes 100).

oculares

 

  Os microscópios binoculares necessitam de um prisma entre a objetiva e a ocular para projetar a mesma imagem em ambas as oculares.

 

3. Microscopia virtual

        É a técnica de obter, armazenar e transmitir imagens microscópicas em redes de computadores. As imagens são obtidas através de microscópios ópticos acoplados a scaners digitais  Isto permite observação independente das imagens por um grande número de pessoas em localidades diversas. Esta técnica une técnicas de microscopia e de tecnologia digital.
       As lâminas utilizadas em microscopia digital são as mesmas utilizadas na microscopia digital e são escaneadas utilizando-se um microscópio acoplado a um sistema computadorizado de fotografia digital que fotografa cada um dos campos microscópicos e depois junta as imagens por meio de software, otendo assim uma imagem da lâmina inteira na ampliação escolhida.
        No momento da exibição da imagem há necessidade de um software específico que monta a imagem a partir de diversas pequenas imagens armazenadas no servidor.
        Imaginemos que o piso inteiro do laboratório é a imagem guardada no servidor. Este piso é formado por muitos quadrados de cerâmica. Caso nós queiramos olhar uma área pequena deste piso, ela será coberta por 4 ou 8 quadrados e é isto que o software faz. Ele busca estes 4 ou 8 quadrados e os "costura" uns aos outros formando a imagem que desejamos. Quando nós movemos nossa observação para outra área, ele busca novos quadrados e forma nova imagem.
     


    Observem na captura de tela acima os elementos contidos na página, que exibe uma lâmina de pele do dedo. À esquerda existe uma coluna com uma foto da lâmina completa; logo abaixo há informações sobre a lâmina e uma descrição. Na parte superior direita há um pequeno quadrado com a imagem da lâmina, uma escala de aumentos e uma barra na qual podemos mudar o brilho da imagem. Note que há um retângulo amarelo, que mostra qual área está ampliada na porção maior da tela, onde vemos a lâmina em estudo. Esta imagem pode ser movida em qualquer direção, usando-se o cursor do mouse.