Instrutoria Órgãos Linfóides

Utilizaremos a técnica de Microscopia Virtual que consiste em utilizar o computador no lugar do microscópio para observação das lâminas. Inicialmente abriremos um navegador (Internet Explorer, Firefox, Opera ou Chrome) e digitaremos na barra de endereços o seguinte: http://www.path.uiowa.edu/virtualslidebox.

Isto nos levará à página inicial do site de Microscopia Virtual da Universidade de Iowa.

A seguir clicaremos em Histology Atlas.

Abre-se uma página contendo instruções acerca da configuração de Java. Ignore as instruções e clique em Continue.As instruções só são necessárias em caso de dificuldade para acessar as páginas seguintes.

A seguir clique emTable of Contents e depois clique no primeiro item da coluna da direita, Hematopoietic System.

Isto vai nos levar a uma página, contendo uma lista das lâminas disponíveis.

 

 

Inicialmente vamos examinar a primeira lâmina da lista, Adult Thymus (Timo adulto-lâmina 91).

Podemos observar que o timo tem um aspecto lobulado e que o tecido linfóide é separado por septos de tecido conjuntivo.

Observando esta lâmina com um aumento um pouco maior vemos que o tecido linfóide forma lóbulos que apresentam uma porção cortical (mais externa e mais escura) e uma porção medular (mais central e mais clara).


Observando a lâmina em grande aumento podemos perceber os linfócitos tímicos à esquerda da imagem. Os dois terços à direita são constituidos pela medula, e nesta vê-se um corpúsculo de Hassal, no canto direito (estrutura eosinófila, de aspecto arredondado, com um arranjo em "bulbo de cebola"). Os corpúsculos de Hassal são constituídos por células reticulares epiteliais, dispostas em camadas concêntricas. A grande quantidade de tecido linfóide, e a pequena quantidade de gordura presentes na lâmina mostram que este é o timo de um indivíduo jovem.

A seguir vamos fechar a janela do Timo e abrir a lâmina número 125 (Spleen=Baço, sexta lâmina de baixo para cima)

Esta é a periferia do baço. Ele apresenta-se envolto por uma cápsula de tecido conjuntivo (cápsula esplênica) da qual partem delicadas traves de tecido conjuntivo para o interior do órgão (trabéculas).

 
Este é um aumento um pouco maior do baço e mostra o parênquima que tem uma polpa branca, constituída por linfócitos agregados próximo a uma arteríola (arteríola central) e a polpa vermelha, constituída por cordões esplênicos (também chamados de cordões de Bilroth) e sinusóides. Note que a artéria central de fato não está no centro do nódulo linfático; ela é excêntrica.

 

Esta é uma outra área da polpa esplênica, onde não há nódulos linfáticos. Trata-se portanto da polpa vermelha.

A seguir vamos fechar a janela do baço e abrir outra lâmina. Vamos abrir a lâmina número 35, a sexta da lista (Lymph node=gânglio linfático).

 

Observe que o gânglio linfático (também conhecido como linfonodo) tem a forma de um feijão, com uma borda convexa (por onde entram os vasos linfáticos aferentes, trazendo a linfa) e outra côncava, onde se encontra o hilo por onde entra uma artéria e saem os vasos linfáticos eferentes e veias.

Note que o linfonodo é envolto por uma cápsula de tecido conjuntivo e que tem uma região cortical (mais externa) e uma região medular (mais central). Entre estas duas áreas situa-se a região paracortical, mal definida.

 

Na foto acima podemos ver três nódulos linfáticos (também chamados folículos linfáticos), que são agregados de linfócitos, em cuja área central (mais clara) podemos ver os centros germinativos foliculares. Na parte de cima da foto podemos ver a cápsula do linfonodo (tecido conjuntivo denso) e entre a cápsula e os folículos linfóides há uma área mais clara que é o seio subcapsular, por onde circula a linfa recém-chegada ao linfonodo.



 

Detalhe do folículo linfóide. A porção periférica do folículo é constituída por linfócitos maduros (pequeno diâmetro, citoplasma indistinto, núcleo com cromatina densa, fortemente corado, sem nucléolo). A porção correspondente ao centro germinativo é ocupada por células menos maduras, maiores, com citoplasma perceptível, núcleo menos corado, com cromatina dispersa e nucléolo.

 

O tecido linfóide associado às mucosas (MALT na sigla inglesa) é encontrado em diversas áreas, tais como as tonsilas palatinas, tonsila faríngea, tonsila lingual, placas de Peyer do íleo, tecido linfóide da mucosa e submucosa do apêndice e dos brônquios.

Vamos abrir a lâmina número 40, que é a 5ª da lista (Lingual tonsil, tongue=Tonsila lingual).

 

Neste aumento podemos perceber que logo abaixo do epitélio da mucosa (epitélio estratificado pavimentoso, não queratinizado) há alguns grupos densos de células (áreas de tonalidade azul escuro abaixo do epitélio).

 

Examinando com o aumento maior podemos perceber que estas células são, na maioria, linfócitos maduros. Muitos dos linfócitos acham-se permeando invaginações do epitélio da mucosa (criptas)

Para aprender um pouco mais, visite este link (texto em inglês) Blue Histology - Lymphoid Tissues I.

Teresópolis, 12 de maio de 2010